JollyRoger 80´s

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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Censo de Imbecis com Luciano Huck

Momento de utilidade pública para indivíduos úteis:
Censo mensal de imbecis atualizado!
Atualmente habitam no território brasileiro 3.399.417 idiotas.
Tomamos por base o n° de seguidores de Luciano Huck no twitter.



Fred Oliveira_ Originalíssimo !

Roger Marques_ Modéstia à parte, os resultados do meu cálculo são inquestionáveis.

Fred Oliveira_ Um dos tópicos mais originais que encontrei até hoje. Parabéns, caro Amigo! O critério é genial: Seguidores do Huck. Tem uma boa dose de nonsense e crítica social apresentados num primor de síntese. Excedeu por pouco um haikai...

Mariane Loureiro_ Estamos em plena Revolução dos Idiotas, como já disse nosso bom e velho amigo Nelson Rodrigues!"Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas; hoje, os idiotas pensam pelos melhores. Criou-se uma situação realmente trágica:ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota o extermina."



Fred Oliveira_ Diria, servidão voluntária...

Roger Marques_ Tenho uma relação dúbia com os idiotas. Meu egocentrismo e falta de hipocrisia na cara faz com que me sinta "superior" à eles. Mas não sem sentir um pouco de inveja sadia de sua felicidade e capacidade de adaptação, da qual me alimento um pouco. Alienação pode ser uma benção. Alienação pode ser a solução!

Mariane Loureiro_ Eu também os invejo pelos mesmos motivos...

Fred Oliveira_ A burrice é contagiosa, a inteligência não ! Eis o perigo...



Mariane Loureiro_ A alienação é a nossa sorte... imaginem se eles tivessem consciência de sua superioridade numérica... iriam dominar tudo!

Fred Oliveira_ A alienação também é uma opção no início, depois se torna realidade inconteste.

Fabiane Silva Martins_ Mas o que o Roger falou é verdade, a felicidade e capacidade de adaptação, são invejáveis!



Roger Marques_ E falo sério! A vida não é ruim, mas todo esse sistema faz dela algo difícil para muitos. Acho que é realmente complicado cobrar certas posturas e atitudes das massas.

Fred Oliveira_ A sorte é que todos os alienados e idiotas tem um mundo que é só deles. Só sua condição de idiotas e alienados os identifica, felizmente nada os une !

Fabiane Silva Martins_ Vide nosso sistema educacional... A falta de um tudo que o povo sofre... É realmente complicado cobrar que se afastem do "pão e circo" em que vivem... E Huck faz parte do circo...

Roger Marques_ Já fui mais intransigente. Agora aceito a opção dos alienados, mesmo esta sendo involuntária, inconsciente e não ideológica. Meu problema sério é com os alienadores. Não eximo ninguém de sua parcela de culpa. Ninguém, nessa sociedade decadente da qual fazemos parte.



Fred Oliveira_ Eu duvido, desconfio, questiono minhas mais arraigadas certezas diariamente... Tento pensar a coisa e o contrário ! Essa é uma maneira, dolorosa e as vezes frustrante, de tentar manter-me são, coerente e equilibrado em relação as idéias que me açoitam e tentam seduzir.

Roger Marques_ Pois é, que exercício (intelectual) melhor que questionar as "certezas" para descobrir o quão sólidas elas são. E se as "certezas" desmoronarem... que beleza! Você tem um novo paradigma, que talvez não invalide, mas pode acrescentar algo anterior. No geral, ficamos no lucro. Hoje não estou tão pessimista Fred. E Luciano Huck é pão e circo... de Horrores.



Jamille Oliveira_ Me incomoda bastante essa história de que nós ou vós ou aqueles possam dizer que não são alienados, ou ainda dizer quem é alienado. 

Acredito que existam uns mais que outros, mas entrou nessa sociedade alienou-se! Esse é só mais um tipo de alienação pela qual nós, os chamados por alguns de intelectuais, vivem... mas muitos de nós acredita que estamos acima do mal!!! até porque o bem somos nós! (rs) Não sei se é mal de antropóloga, mas não consigo ver a cultura alheia como inferior a minha... de nenhum jeito! *-*

Fred Oliveira_ "quero ver quem de nós tem coragem de escrever algo e não citar ninguém" Hoje isso é quase uma heresia. Pessoalmente acho em boa parte das estéril. No dia a dia tento não me ater muito a isso.Considero sempre a conduta antropológica que reza compreender o estranho, o alheio, como familiar e o familiar, o conhecido, como estranho (sim, é Roberto DaMatta !) em meus juízos e em hipótese nenhuma adiro a uma conclusão de modo dogmático. Nesse caso, o nosso bate papo aqui é uma troca de olhares sobre o mundo e não a afirmação categórica de verdades de fato.

Jamille Oliveira_ Mas dizer que todos os 3.399.417 seguidores do Huck são TODOS idiotas não é afirmar categoricamente?



Fred Oliveira_ De modo amplo acho que podemos entender qualquer ponto de vista como uma forma de alienação... Entretanto, há sutilezas demais no entendimento da noção de alienação (que vão da religião até o defunto Marx) para concebermos também sobre ela, sem prévia definição, um entendimento comum. As palavras, sempre elas, nos limitam... rs

Jamille Oliveira porém, ainda quero ver Roger Marques se manifestando por aqui!

Fred Oliveira_ "mas dizer que todos os 3.399.417 seguidores do Huck são TODOS idiotas não é afirmar categoricamente?" Não, não... O Roger é um provocador ! É apenas uma provocação. Claro que ele não as considera todas idiotas. O que ele faz de forma sintética (e eficaz, pois estamos aqui dialogando sobre o que ele escreveu), a partir da constatação de um fato (os seguidores do Huck), é insinuar uma conclusão cujo alcance sociológico pode ser explorado de várias maneiras... Mas, é claro, não pode em si ser baliza suficiente para que consideremos aqueles (os seguidores do apresentador) "idiotas".

É apenas uma provocação, bem ao estilo iconoclasta de nosso amigo! A opinião do crítico, da crítica, em geral é uma opinião também. É qualitativamente diferente da nossa? Sob certos aspectos (sempre discutíveis) sim. Gosto da definição efetuada pela Bárbara Heliodora segundo a qual o crítico é um "espectador informado". Ele tem mais referências que o espectador comum mas é ele também um espectador.

Roger Marques_ Bem, o fato do dito apresentadorzinho de tv ser um dos motivos para tão eloquente troca de ideias não faz dele especial. Pelo contrário, é sua mediocridade e o incômodo que ele e sua laia representam que originaram a discussão. Sobre a questão de uma suposta cultura superior e outra(s) inferior, acredito que seja uma discussão perigosa e interminável.



Prefiro tratar das diferenças entre manifestações culturais dentro de determinadas culturas. Não acho absurdo estabelecer preferências entre tipos de cultura, por exemplo. (EU) Nunca vou tratar o sertanejo brasileiro (ou funk carioca) e o Pop rock inglês dos anos 80 como estando no mesmo nível de qualidade.



Jamille Oliveira_ Não me disse nada do que eu queria saber! Afinal de contas, não somos todos alienados? E quando você fala sobre não tratar de culturas e sim de manifestações não está se enredando no mesmo contexto? E do lugar em que você fala sobre o pop rock inglês dos anos 80 e do funk não é privilegiar uma classe social, um tipo de aprendizado e de socialização em detrimento do outro? Então você quer dizer que quem tem acesso a determinadas culturas é superior culturalmente que outros que não tiveram esse tal acesso!?

Roger Marques_ Você não esperou eu molhar o bico.

Jamille Oliveira_ Afinal de contas, a cultura enquanto conceito é abstração, as manifestações culturais é que estabelecem o que é cada cultura!

Roger Marques_ Eu disse que é complicado se eleger cientificamente, metodologicamente, academicamente que uma dita cultura é superior à outra. Mas se pode preferir, admirar, se interessar, respeitar uma cultura ou manifestação cultural mais do que outra(s).



Jamille Oliveira_ Mas isso te habilita a julgar outras como inferior, visto que você apenas admira, respeita, se interessa mais por uma em especial? esses verbos de possibilitam fazer tal julgamento?

Roger Marques_ Não acho que o que garante a preferência por um ou outra forma cultural tenha a ver com a classe social. Acredito que uma forma de arte deve ser autêntica e seu valor não deve ser medida baseada em níveis sócio-econômicos dos seus produtores. E uma pessoa pode se alienar tanto ouvindo funk todo dia como ouvindo música clássica.

Se fechar em determinado contexto pode ser alienante. Mas isso também é uma opção legítima. Defendi antes a opção válida pela alienação como válvula de escape. E se os 3 milhões de seguidores de Huck no twitter gostarem do que ele escreve, assistirem seu programa e acharem ele o máximo, sim, eu os considero um pouco ou totalmente imbecis.



Jamille Oliveira_ Não estou falando de determinismos, mas sua trajetória, e isto inclui em qual estratificação social você se encontra, influem na sua socialização. a socialização pela qual cada indivíduo é submetido molda os gostos, os comportamentos, e até mesmo a forma como elas vão se relacionar com outras pessoas e com o mundo, selecionando até mesmo com quem terão maiores possibilidades de arranjos matrimoniais. é o tal chamado capital social simbólico ( é, isto é Bourdieu). não dá pra acreditar que estão inseridos numa sociedade e seja possível viver alheio a ela, e que esta não nos influencie. formamos a sociedade e ela nos forma!

Roger Marques_ Concordo. Mas o fato de "pertencer" à uma determinada "classe" social não impede que uma pessoa se interesse ou se socialize com qualquer outra. E isso, não é algo totalmente determinante. E a não obrigatoriedade de socialização também é uma opção. Todos e tudo podem conviver em harmonia. Os indivíduos não precisam se amar, apenas se respeitar.

Jamille Oliveira_ socialização é uma obrigação!!! o único que eu conheço que não foi socializado, não no começo da vida, foi o kaspar Hauser!!!! hahahaha

Roger Marques_ Socialização não é obrigação. Pode ser uma convenção. Muitos grupos convivem, mas não socializam no melhor sentido da palavra.



Jamille Oliveira_ Não! socialização é o que acontece quando indivíduos humanos convivem em sociedade. é inevitável que ela aconteça, se não continuaríamos nos comportando como animais, não acumularíamos nem cultura e nem tecnologia!!! não há sociedade sem socialização!!!

Roger Marques_ Existem mil tipos de sociedades e associações dentro de uma mesma sociedade. Coabitam um mesmo espaço, mas não socializam totalmente.



Jamille Oliveira_ Se existe grupo é porque ha socialização!!!

Fred Oliveira_ Estamos migrando da antropologia para o campo da sociologia.

Jamille Oliveira_ A sociologia e a antropologia convivem pacificamente!!!



Roger Marques_ Fugir de marginais e não suportar playboys é coabitar um mesmo espaço. Não socializar. Pelo menos no sentido total da palavra. Você pode morar anos em um local e passar a vida apenas cumprimentando educadamente as pessoas da sua rua.

Jamille Oliveira_ Então diz ai, qual o sentido total da palavra socializar para você!?

Roger Marques_ Na minha opinião, isso não é socializar, mas sim conviver, dividir espaços. Você socializa com quem você quer ou com quem você é obrigado em um determinado momento. Você compartilha informações e divide momentos importantes com quem você quer de verdade. O que sobra é convenção social.



Jamille Oliveira_ A sociedade na qual estamos inseridos nos socializa de diversas formas. você não precisa ouvir as histórias de vida do seu porteiro para que elas estejam presentes no seu cotidiano. A tv, os jornais, todas as outras pessoas que socializam através de músicas e outros mecanismos te influenciam direta ou indiretamente. E não confunda socialização com sociabilidade, são formas de sociação, mas efetuadas de formas distintas e com finalidades distintas.

Você sociabiliza com quem você escolhe. mas você não escolhe ser ou não socializado pela sociedade onde está inserido! Ela simplesmente está em você e você nela!!! é impossível escapar da socialização, a não ser que você queira viver como Mogli... e o pior é que até o menino lobo foi socializado, pelos lobos, mas o foi!



Roger Marques_ Ok então! Graças ao fenômeno inerente da socialização eu posso escolher com quem vou me sociabilizar! Entendo que é a partir de referenciais do que consideramos bom ou ruim que temos mais meios de definir nós mesmos. Os povos se definem (também) através de seus inimigos.

Jamille Oliveira_ Fato! você falou tudo! isso também é socialização! rs

Roger Marques_ Resumindo, não gosto de Huck nem do que ele representa. O programa dele é uma apelaçao demagógica. Ele segue o velho esquema de "pai dos pobres" fingindo se importar, ajudar. Tudo isso vai colaborar futuramente se suas pretensões políticas se tornarem realidade. Já é um desgosto ver a cara dele em todos os outdoors da cidade em propagandas. Quando vierem com um número de candidato...



Roger Marques_ Reiterando, em nenhum momento eu falei algo sobre a existência de cultura superior ou inferior. Mas defendi o que é autêntico (comercial ou não) e a opção legítima de se gostar, interessar, admirar uma manifestação artística cultural em relação à outras.

Jamille Oliveira_ Concordo com você Roger Marques, porém chamar quem gosta de algo que você despreza de idiota... bem, não quero me prolongar mais!



Roger Marques_ Mas não seria algo natural? Se alguém adora algo que eu desprezo...


Deseja consumir menos imbecilidade?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Fracasso Cultural

Roger Marques_ Percebem o teor atrasado das discussões políticas? do eterno retrocesso? do não conhecimento do que é público e do que é privado? a ignorância? o fanatismo religioso? a hipocrisia? Nosso fracasso é visível. Nosso fracasso é cultural.

Fabiane Martins_ José Veríssimo diz que a culpa é do povo...

Fred Oliveira_‎"Não conhecimento do que é público e do que é privado": Essa falta de discernimento entre uma coisa e outra (ou o impulso corrupto de fundi-las numa coisa só) está no cerne de parte considerável de nossas discutíveis mazelas nacionais. Somos uma sociedade. Somos sócios. No fundo a responsabilidade é de todos.

Roger Marques_ O fato é que na DEMOcracia muitos acreditam que o voto significa abdicar da sua parcela de responsabilidade e a depositar em outros.

Fred Oliveira_ O que não deveria... Todos são responsáveis. Isso é parte implícita do contrato.

Roger Marques_ Contrato de risco assinado à lápis!

Fabiane Martins_ Na verdade os seres humanos lutaram sempre para a conquista de um Estado laico, mas esqueceram de lutar pela igualdade social, pelo acesso aos bens de consumo, saúde e educação.Com isso criou-se um exército de pessoas que são incapazes de criticizar a realidade, que são alienadas, e essas pessoas votam, escolhem Tiriricas, mulheres frutas, jogadores de futebol que agora pensam em se candidatar a prefeitura. O povo precisa aprender a ler, a pensar, a enxergar a realidade de outra forma. Um estado de pessoas alienadas não sustenta-se laico por muito tempo.

Roger Marques_ Estado de sítio! No sentido rural da palavra. Dias piores virão. E eu estou me mudando para o campo!


Fabiane Martins_ Abandonando o barco.

Roger Marques_ Não estamos em um barco Fabiane. Estamos numa canoa. furada! Se afundar mais é hora de abandonar. Mas quem sabe alguém não me afogue antes?


Fred Oliveira_ Não acho que o barco afunde. Longe disso. Só acho que a sociedade (e isso não é simples) precisa repensar suas práticas e reavaliar a maneira como se relaciona como sociedade legitimadora de Estado democrático onde a co-responsabilização deveria ser internalizado na compreensão de cada um como evidente e fundamental.

Fabiane Martins_Também é moral, concordo com você Fred, tanta verba é desviada de forma imoral... Tanta coisa imoral é feita... Mas nosso povo não consegue enxergar essa imoralidade e assiste a tudo bestializado, e na quarta-feira já esquece em frente a tv vendo o jogo e se embebedando.

Roger Marques_ Já conversei isso com Fred. Acho que talvez possa haver uma melhora, mas não antes de grandes desastres. No fim das contas acho que todas as discussões que tem acontecido sobre direitos de gays, permanência de cotas nas faculdades são boas! Mesmo todos esses discursos imbecis absurdos preconceituosos e atrasados as discussões acabam sendo úteis. O importante é que todas as opiniões possam ser proferidas. Mesmo as mais esdrúxulas.

Se o idiota não se manifesta como tomaremos conhecimento de sua imbecilidade?







*Roger Marques, Fred Oliveira e Fabiane Martins são historiadores.


Cultura para as Massas! Aqui! For Free.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Crise nas Infinitas Termas



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Luiz Fabiano Tavares_ Gostei muito do seu comentário no blog sobre a morte do Bin Laden. Daqui a alguns anos deverá ter gente usando camisa com o rosto dele estampado nos corredores da UERJ mesmo...

Roger_ Estou curioso. Você apagou o seu comentário nesse texto? Alguns comentários sumiram. Somente do texto do Bin Laden, pelo menos.

Luiz Fabiano Tavares_ Não apaguei. Foi algum bug. Aliás, sumiram todos os nossos. Só restou os daquela menina. Foi obra da CIA.

Roger_ Basterds! Navegaram na net e jogaram nossos comentários no mar!!!

Luiz Fabiano Tavares_ Essa foi ótima. Como respeitam os costumes islâmicos...
Cara, o cadáver deve ter ficado em estado lastimável! E detalhe: já lançaram uma expansão pra um jogo desses de guerra, com a missão de matar Bin Laden! Hilário!

Roger_ É esse o mundinho que vivemos cara!



Luiz Fabiano Tavares_ O jogador tem que matar e depois carregar o corpo para identificação sob o fogo cerrado de helicópteros da Al Qaeda! Acho que o "poderio" da Al Qaeda é uma das fantasias mais delirantes do nosso jovem século! No imaginário coletivo parece até que eles têm o poder de fogo da URSS.

Roger_ Realmente não sei até que ponto eles são poderosos, mas é muito vantajoso para os Estados Unidos que o mundo pense que eles são. Os norte-americanos sempre precisam ter um inimigo.



Luiz Fabiano Tavares_ Ah, com certeza! Bons inimigos são o verdadeiro pilar ideológico de qualquer grande império. O Brasil só é assim por falta de um inimigo decente! 







Roger_ Ha Ha Nem temos não é? Inimigos externos pra valer! Somos nosso próprio inimigo. Estamos sempre em guerra com nós mesmos. Ferozmente nos aniquilando.









Luiz Fabiano Tavares_ A OTAN podia doar umas armas nucleares para a Argentina, pra ver se a coisa melhora! Oswald de Andrade estava errado... A cultura brasileira não é antropofágica... é autofágica! 



Roger_ Autotrágica! Antropofalida!

Luiz Fabiano Tavares_ Brasil: o maior zoológico da América do Sul!



Roger_ Todos nos seus cercadinhos. Quando saímos de casa, seja de ônibus ou de carro , a sensação é de estar no meio de um sáfari, passando pelos animais selvagens abandonados das crackolândias.



Luiz Fabiano Tavares_ Não podemos esquecer dos missionários catequizando os selvagens!





Roger_ Claro que não! Para cada animal existem 171 religiosos. O Brasil é uma Nação sem noção, mas muito tradicional.

Luiz Fabiano Tavares_ hahahahaha Ser sem noção já virou tradição. Quando um brasileiro tenta fazer algo decente, é visto como um transgressor! 

Roger_ Se ser indecente é algo natural, alguém decente seria um transgressor. Ou seja, uma pessoa sem noção da realidade natural. Sendo um sem noção é também alguém bem tradicional. Muito sem sentido. 

Luiz Fabiano Tavares_ Quer algo mais sem noção que o Tiririca na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados?!?!?!?! Como diria o próprio: "Eu vou mórreeeeeeer!" Não sabia? Chegou a ser indicado para presidente da comissão, mas felizmente (ou não) perdeu.

Roger_ E os carros de 70 mil reais que os vereadores se presentearam? Quando vamos parar de sofrer bullying dessa gente?!



Luiz Fabiano Tavares_ Vamos chamar Zangief kid pra acabar com nossos políticos!

Roger_ No filme "Tropa de Elite 2", o Capitão Nascimento afirma que a PM do Rio de Janeiro deveria acabar, pois eu vou mais além, e não é piada... Acho que Brasília deveria acabar! A cidade deveria ser desmantelada. A capital do país deveria voltar para o Rio...

O Palácio do Planalto deixaria de ser um Puteiro e poderia se transformar em um museu, centro cultural, que seja. Vendia todos aqueles apartamentos funcionais para a iniciativa privada. Aquele espaço é muito grande! Pode-se construir muita coisa, condomínios, colégios... Aliás, manda a Capital pra cá e a Copa pra lá! Vamos acabar com essas mordomias que custam milhões! Claro que não vai acontecer, mas é uma ideia.



Luiz Fabiano Tavares_ Na verdade, acabo de ter uma revelação: Nós vivemos num universo alternativo (tipo "Era de Apocalipse" ou aquelas Terras 7, 8, 532 da DC comics); na Terra 1, o Rio continua sendo a capital do Brasil, nunca houve Ditadura Militar, a Xuxa morreu atropelada ainda criança pelo Sarney, que foi preso por negligência e se matou na cadeia. Luciano Huck é um mendigo que se apresenta por uns trocados na Carioca e o Faustão nunca saiu da Bandeirantes. Bush é apenas um comentarista esportivo de futebol americano em uma emissora local tipo CNT.

Roger_ hahaha Podíamos escrever nossa versão "Universo Rio" para a "Crise das Infinitas Terras" da DC. Seria a "Crise nas Infinitas Merdas" ou "Crise nas Infinitas Termas".





Luiz Fabiano Tavares_ Boa ideia! Termas? hahaha gostei!



Roger_ Fica mais sutil. Apesar de que não gosto de eufemismos. 

Luiz Fabiano Tavares_ Parafraseando o velho provérbio, "O Anti-Monitor é Brasileiro"! 

Roger_ hahaha O Anti-Monitor é o vilão da Crise, não é mesmo? Na nossa saga ele seria o Secretário de Educação e espalha a anti-matéria nas escolas públicas!

Luiz Fabiano Tavares_ hahaha Será que Barry Allen nos salva dessa?



Roger_ O Flash? Ou como diziam antigamente... "O The Flash"? Na nossa realidade ele tem o melhor poder! Corre em alta velocidade de bala perdida, de assalto ,de ônibus pegando fogo. Aliás, nem precisa pegar ônibus!(...) Olha só, essa conversa rende um famigerado Diálogo Metalinguístico hein? Libera os direitos?



Luiz Fabiano Tavares_ Liberados!


* Rogério  Marques e Luiz Fabiano Tavares são aparentemente nerds e historiadores.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Mocinhos e Bandidos da História

Roger_ O mais importante após essa série de acontecimentos da luta entre o Ocidente (representado pela imposição goela abaixo da democracia dos Estados Unidos) e Oriente (Fundamentalismo radical islâmico) é acabarmos com essa dicotomia de certo e errado. Bem e mal. Não existem Mocinho e Bandido nessa História. São jogos de interesses entre seres poderosos, muito poderosos e que farão qualquer coisa para manter esse poder.



Fred_ O interesse nacional, essa expressão difusa, não importa o Estado, sempre reza por esses termos. Não é uma peculiaridade deste ou daquele. O Brasil está indo pelo mesmo caminho. Nestes casos, o certo e o errado é apenas uma questão de conveniência.

Roger_ Existem vários possíveis caminhos. O que for errado o Brasil segue.

Fred_ O que é uma pena... O mundo, a relação entre os Estados, poderia ser melhor se não houvesse tanto receio do outro. Por outro lado, vendo as coisas como são, me pergunto se isso também não seria uma ilusão utópica...

Roger_ Quando penso em receio do outro entendo que não é medo de um "ataque" vindo do outro, mas sim das outras possibilidades de caminhos, ideias e estilos de vida que o Outro representa. E o Outro nem precisa estar em um diferente Estado. O Outro está no bairro vizinho, está sentado do nosso lado no banco do ônibus (para os infelizes que pegam ônibus *)

Fred_ Sim. também ! O outro, o novo, assusta. Capitalismo, Socialismo, Comunismo... Acredito que haja outro caminho além dos citados. Talvez um caminho que leve à relações mais harmônicas entre pessoas, governos, Estados.

Roger_ Se tem uma coisa em que eu não acredito mais Fred, são em utopias. E nem é por ver muito "Blade Runner" ou ler "George Orwell" não! rs É por constatar no dia a dia as escolhas e caminhos seguidos pela(s) sociedade(s). O pensamento atual é o de encarar o progresso apenas pelo viés tecnológico e científico.

Acho que esse novo caminho harmônico possa até ser possível, mas não antes da emergência de uma era distópica. Parece que, infelizmente precisamos de uma nova era de caos, destruição e desordem para tentarmos nos "alinhar" novamente.



Fred_ Empatamos. Também não acredito que isso seja possível. Não digo de todas, mas as utopias políticas que estão no nosso cardápio de opções mais monótonas realmente não me despertam o mais sóbrio ânimo. A cegueira ideológica nubla toda possibilidade de pensar além dos modelos conhecidos. O progresso tecnológico caminha em ritmo diferente do progresso moral. Há tanto conhecimento e as pessoas continuam padecendo das mesmas mesquinharias e vaidades das do séc XIX.

Roger_ Realmente é perturbador sentir-se sem opções à vista. Tudo no cardápio está escrito em língua estrangeira, passou da validade e tem gosto ruim. A cozinha do restaurante é suja, não tem sobremesa e pagou propina para escapar da fiscalização sanitária.

Fred_ Mas, infelizmente, o restaurante tem uma clientela acomodada, ampla e fiel.

Roger_ Não querendo cair em discuros moralistas, mas mudança, "evolução" e engrandecimento pessoal para as pessoas significa fazer dieta, colocar botox, virar celebridade e ganhar dinheiro. Essas são as prioridades.

Fred_ As guerras são, pelo receituário seguido, inevitáveis. Realmente elas produzem um impacto psicológico e social enorme. Uma pena que em curto espaço de tempo se volte a incorrer nos mesmo descaminhos que as produziram.

Roger_ No caso América LatRina, especificamente Brasil, o comodismo é doentio. É cultural. O atraso é cultural. As grandes capitais estão lotadas de marginais e trabalhadores informais. Todos ganhamos mal e O povo só entra em guerra após o término de partidas de futebol.



Fred_ Nelson Rodrigues: " O brasileiro (e isso, grosso modo, vale para a AL) é que nem cachorro de batalhão; o batalhão passa e o cachorro vai atrás." Quando uma ideologia se aposenta, ela vem para cá.

Roger_ E por tudo isso e por todo o resto é que não acredito em mudanças de paradigma para um futuro próximo. As pessoas estão anestesiadas, são adestradas, os artistas são uma piada e os governantes uma desgraça.

Fred_ Também não acredito, Roger... E durma-se com um barulho desses, caro Amigo !

Roger_ Então, é exatamente isso! Nos acostumamos com o barulho. E dormimos. Pessimamente, mas dormimos!

*Rogério Marques e Fred Oliveira são historiadores.