"Há quem mereça ser ofendido. Então, a ideia de ter que ser protegido de quaisquer emoções desconfortáveis é uma ideia que não apoio de maneira alguma. Quem não consegue controlar as próprias emoções deve parar de tentar controlar o comportamento alheio. E perto de pessoas hipersensíveis não somos espontâneos, pois não temos ideia do que irá incomodá-las. O politicamente correto deixou de ser uma boa ideia, que era não ser mau com pessoas que não poderiam se proteger. Mas agora qualquer tipo de crítica é vista como ruim. E o ponto principal do humor é que todo humor é crítico."
JollyRoger 80´s
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segunda-feira, 13 de julho de 2020
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Mocinhos e Bandidos da História
Roger_ O mais importante após essa série de acontecimentos da luta entre o Ocidente (representado pela imposição goela abaixo da democracia dos Estados Unidos) e Oriente (Fundamentalismo radical islâmico) é acabarmos com essa dicotomia de certo e errado. Bem e mal. Não existem Mocinho e Bandido nessa História. São jogos de interesses entre seres poderosos, muito poderosos e que farão qualquer coisa para manter esse poder.
Fred_ O interesse nacional, essa expressão difusa, não importa o Estado, sempre reza por esses termos. Não é uma peculiaridade deste ou daquele. O Brasil está indo pelo mesmo caminho. Nestes casos, o certo e o errado é apenas uma questão de conveniência.
Roger_ Existem vários possíveis caminhos. O que for errado o Brasil segue.
Fred_ O que é uma pena... O mundo, a relação entre os Estados, poderia ser melhor se não houvesse tanto receio do outro. Por outro lado, vendo as coisas como são, me pergunto se isso também não seria uma ilusão utópica...
Roger_ Quando penso em receio do outro entendo que não é medo de um "ataque" vindo do outro, mas sim das outras possibilidades de caminhos, ideias e estilos de vida que o Outro representa. E o Outro nem precisa estar em um diferente Estado. O Outro está no bairro vizinho, está sentado do nosso lado no banco do ônibus (para os infelizes que pegam ônibus *)
Fred_ Sim. também ! O outro, o novo, assusta. Capitalismo, Socialismo, Comunismo... Acredito que haja outro caminho além dos citados. Talvez um caminho que leve à relações mais harmônicas entre pessoas, governos, Estados.
Roger_ Se tem uma coisa em que eu não acredito mais Fred, são em utopias. E nem é por ver muito "Blade Runner" ou ler "George Orwell" não! rs É por constatar no dia a dia as escolhas e caminhos seguidos pela(s) sociedade(s). O pensamento atual é o de encarar o progresso apenas pelo viés tecnológico e científico.
Acho que esse novo caminho harmônico possa até ser possível, mas não antes da emergência de uma era distópica. Parece que, infelizmente precisamos de uma nova era de caos, destruição e desordem para tentarmos nos "alinhar" novamente.
Fred_ Empatamos. Também não acredito que isso seja possível. Não digo de todas, mas as utopias políticas que estão no nosso cardápio de opções mais monótonas realmente não me despertam o mais sóbrio ânimo. A cegueira ideológica nubla toda possibilidade de pensar além dos modelos conhecidos. O progresso tecnológico caminha em ritmo diferente do progresso moral. Há tanto conhecimento e as pessoas continuam padecendo das mesmas mesquinharias e vaidades das do séc XIX.
Roger_ Realmente é perturbador sentir-se sem opções à vista. Tudo no cardápio está escrito em língua estrangeira, passou da validade e tem gosto ruim. A cozinha do restaurante é suja, não tem sobremesa e pagou propina para escapar da fiscalização sanitária.
Fred_ Mas, infelizmente, o restaurante tem uma clientela acomodada, ampla e fiel.
Roger_ Não querendo cair em discuros moralistas, mas mudança, "evolução" e engrandecimento pessoal para as pessoas significa fazer dieta, colocar botox, virar celebridade e ganhar dinheiro. Essas são as prioridades.
Fred_ As guerras são, pelo receituário seguido, inevitáveis. Realmente elas produzem um impacto psicológico e social enorme. Uma pena que em curto espaço de tempo se volte a incorrer nos mesmo descaminhos que as produziram.
Roger_ No caso América LatRina, especificamente Brasil, o comodismo é doentio. É cultural. O atraso é cultural. As grandes capitais estão lotadas de marginais e trabalhadores informais. Todos ganhamos mal e O povo só entra em guerra após o término de partidas de futebol.
Fred_ Nelson Rodrigues: " O brasileiro (e isso, grosso modo, vale para a AL) é que nem cachorro de batalhão; o batalhão passa e o cachorro vai atrás." Quando uma ideologia se aposenta, ela vem para cá.
Roger_ E por tudo isso e por todo o resto é que não acredito em mudanças de paradigma para um futuro próximo. As pessoas estão anestesiadas, são adestradas, os artistas são uma piada e os governantes uma desgraça.
Fred_ Também não acredito, Roger... E durma-se com um barulho desses, caro Amigo !
Roger_ Então, é exatamente isso! Nos acostumamos com o barulho. E dormimos. Pessimamente, mas dormimos!
*Rogério Marques e Fred Oliveira são historiadores.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
BIG BROTHER is Watching!
O Big Brother observa atentamente. Nós o encaramos novamente! Enxergamos através de seu descarado disfarce. Aguardando para contemplar o medo surgir em sua face. Ele tenta nos assustar com seu desesperado discurso de ira. Mas devemos saber que tudo não passa de uma grande mentira!
Adaptação de "Wake Up (it´s 1984)"_ Oingo Boingo
álbum: Good for your Soul
música e letra de Danny Elfman
sábado, 9 de abril de 2011
1984 de George Orwell
Gostaria de postar alguns trechos bastante interessantes do clássico literário distópico ''1984'' de George Orwell.
"Ao futuro ou ao passado, a uma época em que o pensamento seja livre, em que os homens sejam diferentes uns dos outros e que não vivam sós - a uma época em que a verdade existir e o que foi feito não puder ser desfeito: Cumprimento da era da uniformidade, da era da solidão, da era do Grande Irmão, da era do duplipensar!"
"Como poderia apelar para o futuro sendo impossível a sobrevivência física de um vestígio do indivíduo, e até mesmo de uma palavra anônima rabiscada num pedaço de papel?"
"E se todos os outros aceitassem a mentira imposta pelo Partido - e se todos os anais dissessem a mesma coisa - então a mentira se transformava em história, em verdade."
"Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força."
"É lindo destruir palavras. Naturalmente o maior desperdício é nos verbos e adjetivos, mas há centenas de substantivos que podem perfeitamente ser eliminados. Não apenas os sinônimos; os antônimos também. Afinal de contas, que justificação existe para a existência de uma palavra que é apenas o contrário da outra? Cada palavra contém em si o contrário.
"Bom", por exemplo. Se temos a palavra "bom", para que precisamos de "mau"? "Imbom", faz o mesmo efeito. e melhor, porque é exatamente oposta, enquanto que mau não é. Ou ainda, se queres uma palavra mais forte para dizer "bom", para que dispor de toda uma série de vagas e inúteis palavras como "excelente" e "esplêndido", etc e tal?
"Plusbom" corresponde à necessidade, ou "Dupliplusbom" se queres algo ainda mais forte."
"Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente, controla o passado.''
''Duplipensar quer dizer a capacidade de guardar simultaneamente na cabeça duas crenças contraditórias. E aceitá-las ambas.'' (...) O intelectual do Partido sabe em que direção suas lembranças devem ser alteradas; portanto sabe que está aplicando um truque na realidade.
(...) Mas pelo exercício do Duplipensar ele se convence também de que a realidade não está sendo violada. (...) O processo tem que ser consciente, ou não seria realizado com precisão suficiente, mas também deve ser inconsciente. Ou provocaria uma sensação de falsidade e , portanto, de culpa. Mesmo no emprego da palavra Duplipensar é necessário duplipensar.
Pois usando-se a palavra admite-se que se está mexendo na realidade; é preciso um novo ato de duplipensar para apagar essa percepção. E assim por diante, indefinidamente, a mentira sempre um passo além da realidade.''
''O horrível dos Dois Minutos de Ódio era que embora ninguém fosse obrigado a participar era impossível deixar de se reunir aos outros. Em 30 segundos deixava de ser preciso fingir. Parecia percorrer todo o grupo, como uma corrente elétrica, um horrível êxtase de medo e vindita, um desejo de matar, de torturar, de amassar rostos com um malho, transformando o indivíduo, contra a sua vontade, num lunático a uivar e fazer caretas...''
"Como é que um homem afirma o seu poder sobre o outro, Winston? Exatamente. fazendo-o sofrer. A obediência não basta. A menos que sofra, como podes ter certeza de que ele obedece tua vontade e não a dele?"
"Uma vez me perguntaste - disse O´Brien- o que havia na Sala 101. E eu te disse que sabias a resposta. Todos sabem. O que há na Sala 101 é a pior coisa do mundo."
(...)
George Orwell
Leia o livro! Veja o filme!
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