JollyRoger 80´s para as Massas

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Malucos, mulherzinhas e pseudo-intelectuais. Máscaras Sociais.




Um maluco nunca se enxerga como maluco.
E um pseudo-intelectual age da mesma forma.

Existem milhares de pessoas que até são inteligentes, mas que por excesso de vaidade, necessidade de agradar e busca por autoafirmação vestem uma série de máscaras sociais. No entanto, depois de um bom tempo essa fachada de mentira passa a soar como verdade na cabeça dessas pessoas.

Então, esse indivíduo "absorve", assimila conhecimento, estilo e gostos de outrem como se fossem seus. Até que nem ele(a) mais saiba realmente o que era seu ou o que poderia "ser seu" naturalmente. A fachada, a imagem se torna a máscara real para essa pessoa.


Por fim, esse pseudo-intelectual, pretenso "cult" e denominações afins não se enxerga como uma farsa!




Os Valores de uma sociedade não são totalmente explicitados, mas sim absorvidos, assimilados, se materializam nas sensações humanas e fazem parte de sua Cultura.


Os Valores são complicados de serem destruídos e um Valor só é substituído por outro. Os Valores das sociedades ocidentais, industrializadas, capitalistas criam modelos comportamentais padronizados onde os indivíduos enquadram-se em regras e papéis pré-estabelecidos.






Muitos entendem como sendo realidade o mundo compartilhado por todos em sociedade. E o que eu vejo atualmente é uma sociedade de pessoas com necessidade de autoafirmação e identidades dúbias fragmentadas. 


Uma sociedade onde por exemplo, o bandido marginal é um modelo de comportamento a ser seguido. Seguindo esse raciocínio quem não compartilha desses valores acaba por viver, de certo modo em um mundinho particular. No final das contas somos todos realmente malucos.

Uma jornalista que gosto muito, Eliane Brum, escreveu em sua coluna sobre as máscaras que os indivíduos vestem para sobreviverem em sociedade. A autora alerta que "Ninguém se iluda de que é absolutamente verdadeiro o tempo todo, até porque somos muitas verdades ao mesmo tempo e seguidamente elas são contraditórias."


Em seguida ela faz outra observação muito interessante e verdadeira: "Aquelas pessoas que parecem muito "autênticas" porque são extrovertidas, dizem coisas chocantes, se arriscam no estilo, estão muito bem cobertas por suas máscaras e morrem de medo de serem reveladas.


A máscara do “autêntico”, “louco” ou “excêntrico” é uma das mais corriqueiras. Este tipo faz piada com o ponto fraco dos outros, dando gargalhadas e batendo nas costas da vítima e, quando alguém reclama, uma meia dúzia de amigos sai em sua defesa dizendo que “é o jeito dele”."

Continuando..."Há o tipo “bonzinho” que, mesmo fazendo coisas horríveis e muito bem dissimuladas de vez em quando, é tão convincente no “foi sem querer” ou “ele jamais faria isso de propósito” que é imediatamente perdoado.




Existe a “mulherzinha”, tão frágil que parece que vai quebrar a qualquer adjetivo mais eloquente. Esta manipula brilhantemente nossos mais primitivos instintos de proteção e, se você tem a coragem de dizer para ela tomar jeito e prescindir do diminutivo, imediatamente é você quem vira uma megera.




E há o seu oposto, “a mulher alfa”, esculpida a navalhadas, que se arma de sapatos de bico fino, terninhos de grife e cortes de cabelo modernos, mas práticos, para arrasar meio mundo a bordo de sua armadura como se o melhor produto do feminismo fosse uma mulher se tornar um clichê de homem.


Enfim, são muitas as fantasias que vestimos para não sermos engolidos pelo mundo. Em geral não somos nem mesmo uma máscara definida, como as que acabei de expor apenas como recurso didático. 


Não somos Batman, Coringa, Gilda, Bambi ou Madre Tereza de Calcutá. Somos uma mistura de vários estereótipos. E, se é verdade que vestimos máscaras, também é verdade que não há um “eu” essencial – mas sim um “eu” fluido e incapturável, em constante movimento de mutação. E é nesta fluidez do eu, que não pode ser confundida com ausência de rosto, que residem nossas verdades mais profundas." (...)

Eliane Brum escreve semanalmente na Revista Época e o artigo "Quando a máscara vira rosto" você pode encontrar completo no seguinte endereço:


http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/10/quando-mascara-vira-rosto.html


Na selva social, os mascarados Pseudo-intelectuais se reproduzem igual Gremlins. Cada vez que se molham ou comem depois da meia-noite!




Ou cada vez que "leem" um texto de Foucault.

Ou quando salpicam Nietzsche. Ou Clarice Lispector.
E quando alardeam que adoram Tim Burton...


(...)





Veja também:

Um comentário:

  1. Agradecimentos à Marcela Fernandes e Luiz fabiano Tavares.

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