JollyRoger 80´s para as Massas

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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vida de Gado ou Macaco

Sejamos realistas. Algumas pessoas estão mais espertas. Se fizermos uma rápida análise dos comentários e opiniões divulgadas na internet como um todo perceberemos que muitos já tem noção das regras do jogo, do que se esconde por baixo dos panos e encaram as “verdades” que são jogadas pela mídia com mais ceticismo, desconfiança, mais senso crítico. Resumindo, não permitem ser enganadas tão facilmente como antes.

Trata-se de uma animadora constatação, mas não chega a ser um rompante otimista. A certeza seguinte é que são uma minoria, mas uma minoria respeitável em contraste com as extensas hordas que continuam vagando pela Matrix. A grande maioria não escreve muito bem, não sabe ou não tem muita paciência para interpretar textos e usa com exagero a nova droga comportamental atual: a alta autoestima do idiota. Em um primeiro momento inexplicável, mas compreensível. Questão de sobrevivência.

Essa grande maioria se agrupa mais facilmente pois falam a mesma língua e principalmente, entendem errado as mesmas coisas. E por estarem aglutinados parecem ser (ou são) mais fortes e mais certos. São grupos e pessoas diferentes (todo ser é único), mas com muitas coisas em comum. 


A questão semanal é que a jogada publicitária da bruxa nariguda do Caldeirão, travestida de mobilização social contra o racismo foi rapidamente percebida como mais uma campanha ideológica que almeja nos convencer de que ainda "somos todos idiotas". Falhou.

A demonstração de repulsa e crítica que se espalha pelo ambiente de rede é mais um exemplo de uma tomada de consciência impensável há 16 anos quando todos estavam embriagados com Tiazinhas, Feiticeiras, louras do Tchan e outras pensadoras da época. Porém, ainda temos um longo caminho a percorrer visto que não chegamos totalmente ao fundo do poço. Quando lá, talvez comecemos a escalar até a luz. Ou seja, pra ficar ruim ainda tem que melhorar bastante.

A maioria de pessoas dessa minoria mais consciente já percebem que os “artistas” e personalidades não possuem um discurso consistente e fazem de tudo para estar sob os holofotes. Estes também seguem comportamentos padronizados e ideias confortáveis. E fazem qualquer coisa por dinheiro. Isso porém, é uma filosofia de vida alardeada insanamente por elementos oriundos da cultura popular.

Esse comportamento de corrente é quase sempre ridículo. As fotos com bananas, da maneira que foi feito foram ridículas, assim como os selfies de meninas com folha de papel cobrindo os peitinhos de pitomba. São como centenas de peças de dominó que vão caindo em sequência, mas ao contrário daqueles espetáculos de paciência chinesa estes não revelam nada de belo com o cair das peças.





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