JollyRoger 80´s para as Massas

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Propaganda política nas histórias em quadrinhos






Quadrinhos é a arte de contar histórias através de sequências de imagens e desenhos. Os personagens das histórias são transportados para outras mídias desde a década de 40, como por exemplo, as séries televisivas em preto e branco de Batman, Superman, Capitão América e Flash Gordon. Os quadrinhos são conhecidos como histórias em quadrinhos (HQs) no Brasil, comics nos Estados Unidos e mangás no Japão.

A indústria de quadrinhos como conhecemos se desenvolve nos Estados Unidos no começo do século XX. Os Estados Unidos tornam-se o centro produtor e exportador de quadrinhos com figuras como Chester Gould (Dick Tracy), Alex Raymond (Flash Gordon), Pat Sullivan (Gato Félix) e Walt Disney (Mickey Mouse). Os dois últimos migram do desenho animado para os quadrinhos.





Harold Gray foi o pioneiro na introdução de ideologia política nas tiras ao defender idéias conservadoras em "Little orphan Annie" em 1924. 


Na Europa tem destaque o personagem Tintin do belga Hergé. Nos anos de 1960 as histórias do personagem alcançaram alto grau de complexidade e até mesmo engajamento político. O livro "Tintin no país dos Soviets" apresenta os russos de maneira nada imparcial.

A criação dos super-heróis marca a chamada Era de Ouro dos quadrinhos a partir de 1930. Como exemplos dos ícones criados nessa época temos Superman (de Jerry Siegel e Joe Shuster), Batman (de Bob Kane), Spirit (de Will Eisner) e Capitão América (de Stan Lee e Jack Kirby). Muitos desses personagens foram utilizados como propaganda da ideologia norte-americana durante a Segunda Guerra Mundial.




O Superman começou seu voo na revista "Action Comics" em 1938 e rapidamente revelou-se o maior defensor da democracia, liberdade e do american way of life. E foi utilizado como estandarte na luta contra o nazi-fascismo. Goebbles, O ministro da propaganda do III Reich chamou-o inclusive de judeu em referência à origem judaica de seus criadores.




O Capitão América foi outro personagem utilizado como propaganda contra o nazismo e após o fim da guerra, empreendeu sua luta pela "liberdade" e democracia. Seu uniforme é nada menos que a bandeira dos EUA e seu escudo indestrutível representa a suposta condição política norte-americana de apenas se defender dos ataques inimigos.



O Caveira Vermelha, super soldado nazista é o arquiinimigo de Steve Rogers, (identidade do Capitão) e sua cor rubra, pode ainda ser considerada uma alusão à ameaça vermelha representada pelos comunistas soviéticos.



Os comics sempre foram utilizados como propaganda política desde seu surgimento e anos 2000 tem sido a principal matéria-prima para a produção dos filmes de aventura de Hollywood. Por isso, devem ser analisados atentamente no sentido de que se apresentam como uma das fontes de propaganda ideológica cinematográfica.




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