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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Roger Waters critica o "Wall" na Palestina


São poucas as vozes no mundo político e acadêmico que se arriscam a criticar e denunciar as atitudes selvagens, racistas e ditatoriais do Estado democrático de Israel na Palestina. Nesse sentido merecem destaque Noam Chomsky, Norman Finkelstein e Eduardo Galeano ainda que suas ideias possam estar "restritas" ao ambiente intelectual.


Nesse sentido, chama atenção quando uma importante figura artística internacional tece duras críticas ao país e povo mais blindados ideologicamente de todos os tempos: Israel e os judeus.  Em vários sites de jornais no dia de hoje (21 de agosto de 2013) foi divulgada a notícia de que Roger Waters, o criador dos grandes clássicos do Pink Floyd (Dark Side of the Moon e The Wall) divulgou uma carta aberta conclamando ao mundo artístico que boicotem Israel.




"Escrevo para vocês, meus irmão e irmãs da família do rock and roll, para pedir que se juntem a mim e a milhares de outros artistas ao redor do mundo no boicote cultural a Israel"
diz parte da carta, que está datada do dia 18 de agosto.


De acordo com o Jornal O Globo "O cantor disse que a decisão foi tomada após o violinista britânico Nigel Kennedy chamar Israel de um "estado de apartheid" em um show no Albert Hall, em Londres. Crítico ferrenho do governo israelense, Waters chegou a acusar o país de promover um motim. Ele, que é integrante do Tribunal Russell para a Palestina, organização que se diz motivada a levar justiça ao Oriente Médio, defende que a ocupação e os assentamentos em territórios palestinos são obstáculos para a paz. 


Em matéria publicada no site do mesmo jornal no dia 28 de março de 2012 quando estava no Brasil para apresentar "The Wall" no estádio do Engenhão, Waters também tocou no assunto. 

"Foi para avisar da realização, em novembro, em Porto Alegre, do Fórum Mundial Social Palestina Livre. O que ele fez, numa entrevista coletiva improvisada, num canto em que havia uma bandeira britânica ao fundo (coberta com uma cortina por seus assessores pouco antes da entrevista).

- Há uma semana, um amigo do Palestinian BDS (organização internacional que contesta o papel de Israel no conflito na Palestina) chegou e perguntou se eu poderia fazer esse anúncio e eu disse que podia. É simples assim – contou Roger, explicando seu envolvimento com a causa.

- Em 2006, íamos tocar num estádio de futebol em Tel-Aviv e comecei a receber e-mails de pessoas da sociedade civil palestina me falando sobre o BDS. Decidi que deveria abrir minha mente para essa questão. Viajei bastante pela Cisjordânia e os territórios ocupados e, uma vez que você toma conhecimento do muro que eles construíram lá, e você ouve os dois lados da conversa, rapidamente fica bem claro que há apenas um lado dessa discussão com razão.

Waters defende a retirada de Israel dos territórios palestinos, para trás da Linha Verde. - O que está acontecendo na Palestina agora é um ótimo exemplo do Estado exercendo o poder de terrorismo sobre uma população.
Ele mesmo, no entanto, não deverá comparecer ao evento em Porto Alegre. - Não sou muito bom em fóruns, não gosto de estar em grandes grupos de pessoas, não gosto de comitês, não costumo render nessas situações. Eu nunca poderia ser um político!
Para o músico, a guerra entre israelenses e palestinos “tem mesmo a ver é com a Casa Branca”. Apesar de não se dizer “um desses teóricos da conspiração”, ele disse crer que existem muros entre o povo e a verdade.
- Acredito que existe uma guerra entre nós, o público em geral, e o que acontece nos corredores do poder. É por isso que Bradley Manning (soldado americano preso e processado sob a acusação de vazar documentos confidenciais para o WikiLeaks) é tão importante para nós. Sem esses tocadores de apito do lado de dentro, nunca ficaríamos sabendo dessas coisas. Em The Wall, um dos trechos mais comentados é aquele em que Roger Waters lembra Jean Charles, brasileiro morto pela polícia de Londres em 2005, ao ser confundido com um terrorista islâmico. Para ele, mais uma “manifestação do terrorismo de Estado”.
- Ninguém jamais assumiu qualquer responsabilidade pelo fato de que esse jovem inocente foi jogado no chão do metrô e atingido na parte de trás da cabeça oito vezes – alertou Roger, que disse gostar muito da América do Sul, região que vem visitando há 10 anos. "
Não seria exagero afirmar que se Roger Waters estivesse em início de carreira sua postura e declarações comprometeriam o bom andamento da mesma. Outros famosos artistas que ousaram manifestar-se contra a violenta e contraditória política israelense foram e/ou são frequentemente boicotados na Indústria cultural internacional. 



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