JollyRoger 80´s para as Massas

JollyRoger 80´s para as Massas

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dias piores virão

Sei que surgem e haverão dias piores.
Quem foi que disse que haveriam dias melhores?
Dias piores virão.

O homem é naturalmente corrupto.
A ética é uma convenção e a moral uma construção.
E dias piores virão.

O caderno de Nina é mais verdadeiro que o Livro de Eli.
Na pior das hipóteses morreremos sem ver a verdade emergir.
Dias piores estão por vir.

Os que mais querem mostrar são os que menos tem razão de existir.
Vergonha alheia e desprezo são as dádivas e dores que os racionais hão de sentir.
O que não significa que não possamos nos divertir.

Umbandistas recebem santo; Católicos fazem comunhão.
Protestantes entregam de bom grado o dinheiro durante a pregação.
Ateus fazem sexo sabendo que dias piores virão.

Livros foram queimados na Alemanha por um complexado povo alemão.
Ônibus viram cinzas no Rio sujo na guerra de outro Alemão.
E quem pode duvidar que dias piores virão?

O politicamente correto impõe limites à liberdade de expressão.
Sua sagacidade e intuição deixarão de ser aliados e não lhe ajudarão nesses dias piores que virão.

Copulem como bestas ao som do proibidão.
Sintam sua juventude esvair-se na luta injusta pelo ganha-pão.
Seus netos herdaram a Terra e você nem é um quarentão.

De qualquer modo, espero que esteja vivo nos dias piores que virão.



Textos melhores virão:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Elektra vai para Hollywood

Elektra estava entediada novamente.
Ela sabia da importância de manter vivos seus sonhos.
E o inferno não era um limite geográfico incômodo para a satisfação de suas vontades.

Dedicava muito tempo em redes sociais da internet, tentando demonstrar que sua vida era divertida, niilista e cheia de luxúria. E até poderia ser, caso ela não passasse tantas horas twittando a respeito.

Em seus devaneios ela se imaginava rica e famosa. Uma celebridade! Seria capaz de dormir com alguém influente para participar de um reality show, mas até o presente momento só tinha transado com seus professores do pré-vestibular.

Ela queria cursar Psicologia ou Educação física. Talvez Direito.
No presente momento era a balança que a incomodava. Mas, fica realmente difícil manter a  forma quando seus fins de semana são regados a álcool e algumas balinhas nas raves.

Sentia seu corpo tomar formas Hollywoodianas quando judiava de si mesma, forçando o vômito com o cabo da escova de cabelo enfiado na garganta profunda.





And she goes...

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dias





Sei que surgem e haverão dias piores.
Quem foi que disse que haveriam dias melhores?
Dias piores virão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Não ponha a mão no meu violão


Um mês enrolado não é compromisso não.
Monogamia podia ser crime; por que não?

Escândalos políticos e corrupção.
Nada de clichês nessa canção.

Do subúrbio para CARAS, do Alemão à Louis Vuitton.
Engajados cretinos, meu irmão.

Comes e Bebes, no bem bom eles estão.
Não ponha a mão no meu violão.

Para alguns enquadrar existe um Caveirão...
E dele não há salvação.

Pedofilia na sacristia. Sodomia em massa no Galpão Universal.
E o Smooth Criminal que era anormal.

O passe para o céu após seu último real.
BAD trip infernal pink floyd Off the Wall.



...

domingo, 22 de agosto de 2010

Não é Poesia

Na pré-adolescência engordaria. Na adolescência, basicamente se revoltaria.
O vestibular odiaria e esperaria. Mal sabia o teste de paciência que seria.
Como Tieta, preferiu a Betty Faria.

Atrás do tempo perdido, ah sim! Ele correria.
O restante da leitura encorajaria. Apesar de confusa e tão possivelmente chata... como os clássicos da Historiografia.
Provocaria. Provocaria.

Menos interessante que fotografia. Facilmente trocada por pornografia.
Se eu perguntasse você responderia?
Dar um passo em falso você não ousaria.

Corre o risco de tornar-se memorabilia.
De surpresa, o velho ao novo acrescentaria.
E mais uma vez o que se julgava sólido se desmancharia.
Comporia um capítulo numa desconexa biografia.

Uma noite a mais de sexo já valeria.
Em sua boca jorraria e a Metalinguagem com um roçar de línguas se formaria.
E não é poesia.

Novamente após o adeus a saudade começaria.
De maneira nonsense se configuraria.
Da periferia fugiria, mas curiosamente pelo Caos se interessaria.
Na noite mergulharia e no dia nada(ria).

“Não é poesia!”, endossaria. E a metalinguagem novamente emergiria.
Em relacionamentos e sistemas complexos uma ordem oculta existiria?
Ele encontraria. Mas, se não encontrasse ninguém mais poderia.
No entanto, é humano. E por motivos fúteis duvidaria.

Dos pessimistas se afastaria.
Aos fanáticos de todos os tipos, um psicólogo recomendaria.
Nulo votaria. E das massas de manobra debocharia.
Celebridades, prostitutos da fama. Semi-ignorá-los tentaria.

Confusão mental e imbecilização não eram definitivamente algo que ele gostaria.
É uma zona de guerra e em legítima defesa, mataria.
Mesmo assim, constantemente riria.
E ria. E iria. E seria.

Por tudo que é criativo e autêntico se inspiraria.
E confundiria, esperaria, magoaria.
Talvez tivesse atitudes que nem sempre se orgulharia.
A lembrança, mesmo a mais saborosa, com o passar do tempo, fraca se tornaria.

Só ria. Não é poesia.
Passa, ria. Dança, ria. Come, ria. Compra, ria.
Transa, ria. Bebe, ria. Devora, ria. Cria, ria.
(...)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Futuro pela Luneta de Mad Max




No limite do caos o sistema complexo conhecido como Humanidade tomará o rumo certo. O mundo se tornará um lugar melhor e mais simples... um apocalíptico deserto. As relações pessoais, livres de medos e hipocrisias limitarão-se ao desejo primordial e concreto: a busca por sexo. E a guerra por gasolina se dará numa interminável estrada plexo.







segunda-feira, 12 de julho de 2010

Contemporânea I


No presente todos terão menos de 15 minutos de fama.



Inclusão Digital

O Ministério da Sociedade da Informação adverte: Usem o Facebook e o twitter para postagens relevantes.





Sobre a Vida

A Vida deveria ser um videoclip do Jamiroquai.



domingo, 13 de junho de 2010

No limite do Caos


Quase meia hora perdida procurando um filme que prestasse. Terça-feira. Dia de promoção na vídeo-locadora. Refletiu que já deveriam ter mudado esse nome para DVD-locadora, mas se assim fosse, o mesmo já estaria tornando-se obsoleto tendo em vista a chegada do Blue-Ray.

"Blue-Ray locadora" ficaria estranho. Soaria melhor como nome de condomínio da Zona Oeste carioca. "Blue-Ray Golden Green" ou algo parecido. No entanto, vídeo-locadora continua sendo vídeo-locadora. Até porque não é necessariamente o suporte que batiza a mesma. Nunca ouviu nada parecido com Vhs-locadora ou Betamax-locadora!

Sorri da certeza de que esses devaneios, além de fazerem seu futuro leitor perder o foco atrasam ainda mais a escolha do filme (dvd). O atendente informou que a promoção de terça-feira acabou, mas na quinta véspera de feriado, alugando dois ou mais filmes selo Ouro entrega-se somente na segunda.

O selo Ouro indica quais são os últimos lançamentos. Os restantes pertencem ao catálogo e à estes correspondem o selo Vermelho. Que seja! Como faltou hoje ao estágio... verá filmes.

Retornando à casa, incomoda-se com o barulho de fogos de artifício que invadem seu quarto sem permissão, indicando o término de algum jogo de futebol. Isso o desconcentra enquanto busca na memória bons e satisfatórios jogos de palavras para a composição de sua primeira tentativa de crônica semi-autobiográfica.

Deixando os dvds alugados de lado ele se volta para suas anotações semanais. Ele tem noção de que faltou ao trabalho por pura preguiça, descaso e certeza da impunidade, mas não sabe ao certo se vale a pena colocar isso na crônica em andamento.

Sete horas da noite. Os seis filmes alugados não são grande coisa e dificilmente conseguirá assistir todos. Filmes excepcionais não se encontram no subúrbio e subúrbios excepcionais só se encontram em filmes. A mente não para de trabalhar.

Tem certeza que essas histórias do cotidiano se colocadas da maneira certa no papel e posteriormente na tela do computador lhe deixariam no mínimo satisfeito. Ele adora distrair-se com suas pretensiosas criações. Por adorar História, ele também adora escrevê-las. Por motivos óbvios, a que ele mais conhece é a própria.


Teste seus limites...
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